D.Fernanda Pires da Silva fundadora da Maturi e Atlantes
1969
Nesta ilha pequenina
D, Fernanda escolheu
uma zona de turismo
pois muito ela sofreu
num barranco de pinheiros
foi a zona escolhida
muitos não acarditavam
que a Matur fosse erguida
foi com muito sacrifício
e muitos planos fez
fez uma zona turística
pois com a graça de Deus
veio dar muito trabalho
muitos ganharam o seu pão
para a zona de machico
foi grande a satisfação
parecia um mundo novo
do que se estava a passar
pois começaram as obras
para todos acerditar
vieram engenheiros
para a obras trabalhar
e muitos arquitetos
para os projetos detinar
começaram nos esgotos
e tudo começou aparecer
iam colocando blocos
e a obra começava a crescer
o hotel foi crescendo
as moradias também
fizeram os jardins
e tudo o que ela contém
no ano de 1970
eis agora a confusão
entraram as primeiras empregadas
com alguma informação
houve um grupo de 25
que receberam convite
foram 3 meses estudar
pois a matur o permite
no dia 15 de julho de 1970
fomos para a matur
primeiro entraram 15
mas o trabalho era duro
era um trabalho diferente
mas era um grupo amigo
estávamos cheias de força
e com o corpo sadio
começamos nos flats 3
os apartamentos limpar
umas a marcar as roupas
outras as roupas a passar
era a D. Geni Teixeira
que nos estava a dirigir
tínhamos horário de entrada
mas não tinha de sair
e nós muito assustadas
tudo tínhamos que fazer
levávamos o almoço
e tínhamos que obedecer
no ano de 1970
foi duro se acusto mar
muitos dias riamos
mas muitos dias a chorar
havia uma telefonista
que muito colaborava
era a D. Laura
que nem sequer almoçava
havia uma cozinheira
que ainda está a trabalhar
é a D. Maria
que sabia cozinhar
havia uma senhora
que na limpeza lá estava
era a D. Deolinda
que dos senhores tratava
tudo começou aos poucos
e os empregados foram aumentando
os clientes de pouco a pouco
e as ordens iam chegando
começou os diretores
e administradores também
havia as inaugurações
e tudo estava bem
vieram muitas senhoras
a matur visitar
era uma cidade nova
como era de esperar
ganhávamos 900 escudos
era uma grande alegria
pois era muito bom
mas bem agente o merceia
houve o 25 de abril
foi uma grande loucura
todos queriam mandar
foi uns dias de amargura
dizem que ia a falência
e ninguém queria saber
foram diretores para a rua
ninguém queria obedecer
o sr. Ferreira marques
também foi muito humilhado
foi corrido da matur
pelo povo mal educado
começou os trabalhadores
todos queriam mandar
todos queriam dar ordens
e o dinheiro a faltar
a Sr. D.Fernanda
pois nunca mais apareceu
dizem que foi para o Brasil
pois o povo é que sofreu
tivemos 5 anos
nesta luta dia a dia
ninguém pode acerditar
pois isto não se merceia
houve a comissão de trabalhadores
que as ordens iam dando
faziam o que podiam
alguns foram se desenrascando
dizem que houve ladrões
que muito desapareceu
mas o triste mais pequeno
foi esse que padeceu
os senhores foram roubando
e puseram-se andar
os tristes dos empregados
a barra tiveram de aguentar
quando havia ordenado
era um dia de loucura
uns já tinham a tanto tempo
outros andavam a procura
e com esta confusão
pois muitos desanimaram
pediram a demissão
e a matur deixaram
pois tinham suas famílias
e não podiam parar
pois tinham que ter dinheiro
para os filhos sustentar
mas como diz o ditado
tudo ficou resolvido
está tudo normalizado
e o ordenado garantido
e a nossa D. Fernanda
nunca nos abandonou
já nos veio visitar
e tudo já melhorou
mas os anos vão passando
tudo começa a cansar
já lá vão 19 anos
que estamos a trabalhar
muita coisa está diferente
e ninguém nos dá o valor
que viemos muito novinhas
e trabalhamos com amor
já temos muita amizade
por os que cá passaram
que muitos gostam do serviço
e já muitos voltaram
estamos a ficar velhas
e já um pouco cansadas
somos mal compreendidas
muitas vezes mal tratadas
ninguém nos compreende
e começam protestar
dizem logo se não fazes
tens processo disciplinar
durante estes 19 anos
não se pode explicar
já lá vão 46 diretores
com suas ordens a dar
mas tudo é mal informado
e tudo se torna diferente
quando o diretor conhece o pessoal
pois fica logo ausente
mas com estes problemas
não podemos esquecer
que foi a D. Fernanda
que nos ajudou a viver
porque tudo melhorou
com o nosso ganha pão
embora com muito esforço
mas com grande coração
havia bons empregados
que a matur deixaram
que fizeram muita falta
e que nunca mais voltaram
a nossa manutenção
que nunca mais foi igual
tinha um grande chefe
que era o mestre Juvenal
era um homem compreendido
e também muito educado
tinha uma certa graça
com a manutenção a seu lado
a sr D Etelvina
também muito nos animou
dava-nos sempre um sorriso
nos dias que cá passou
o Sr. Sousa Ribeiro
era um homem pequenino
sempre com a sua graça
mas muito delicadinho
o sr Era Esteves
também muito se sacrificou
o povo foi muito estupido
e muito o maltratou
cada dia desta vida
é a primavera a passar
alguns momentos felizes
que ficam para recordar
há pessoas que não entressa
e não têm explicão
só querem o mal
e não têm compaixão
que só querem a vingança
e com isso se sentem bem
fazendo o mal aos outros
com isso sentem-se bem
mas a vida tem um destino
e temos que alcansalo
vivendo com sacrificio
até um dia encontra-lo
a Sr d. Fernanda
Deus a vai recompensar
por tudo o que tem feito
e continua a trabalhar
é uma grande Mulher
não me canso de pensar
pois tem uma grande força
que Deus a vai ajudar
só podemos ser felizes
quando ajudamos alguém
a sr D.Fernanda
é a nossa grande mãe
que sente os nossos problemas
e muito nos ajudou
no meio de tanta luta
nunca nos abandonou
no dia 27-12-1988
veio nos agradecer
quer ficar na Madeira
quando um dia morrer
pois como grande mulher
que pela madeira tem lutado
merece por cá ficar
e vai ter seu resultado
merece quando morrer
o seu nome por cá ficar
e com uma grande estátua
para todos a recordar
e os nossos netos mais tarde
poderem reconhecer
que foi a D. Fernanda
que nos ajudou a viver
como a D. Fernanda dizia
eu não levo nada daqui
eu quero que os vossos filhos saibam
que eu não trabalhei para mim
pois quando chegou
tudo isto era deserto
pois tem se sacrificado
mas está no lugar certo
e no seu grande discurso
quis nos fazer recordar
que o 25 de Abril
muito a nfez chorar
mas isso quer esquecer
e quer agora continuar
a resolver a situação
do trabalho terminar
quer acabar os flats 4
e um melhoramento fazer
da sua querida matur
pois não se pode esquecer
e com este grande discurso
muito nos agradeceu
no dia 27 de dezembro
o almoço nos ofereceu
e com estes anos passados
está próximo a festejar
20 anos de matur
que fica para recordar
muita coisa já passou
e é belo recordar
ver a matur nascer
e a poder acompanhar
a Senhora D. Fernanda
deve se sentir feliz
a primeira cidade
pertinho de santa cruz
deu uma grande beleza
á nossa ilha da madeira
era muito pobrezinha
mas de beleza estava cheia
a vida é como um rio
passa e não torna a voltar
só o bem que fazemos
que fica para recordar
ao descrever estas quadras
sinto uma grande emoção
pois é aquilho que eu sinto
dentro do meu coração
a vida é tão bela
mas cheia de sofrimento
devemos admirar
uma mulher de talento
saber lutar e vencer
é a nossa caminhada
temos que chegar ao fim
pois temos outra morada
e chegar ao fim da vida
com amor e alegria
fazer tudo pelos outros
era o que Jesus fazia
é uma mulher pequenina
mas com um grande coração
pois é uma mulher simples
que nos dá satisfação
Senhora D Fernanda
queira me desculpar
por estas minhas quadras
pois não a quis magoar
quero lhe agradecer
com uma certa alegria
pois durante o meu trabalho
fiz tudo quanto podia
Machico,02 de Novembro de1989
maria lídia Remesso Aveiro Fernandes